Corrida de Aventura Imprimir E-mail
08 de março de 2010

Neste final de semana foi realizado entre Corupá e São Bento do Sul - SC na região de Oswaldo Amaral a 3ª Prova de Corrida de Aventura promovida pelo Sesi de Jaraguá do Sul - SC, um lugar paradizíaco moldado por trilhos de trem, túneis, pontes, montanhas majestosas, rios e pequenas estradas do interior. Foi neste cenário que uma equipe da SOL Paragliders se aventurou.

"A largada foi no Recanto Luli Soares onde 15 equipes se preparavam todos eufóricos, pois não sabiam o que iriam encontrar pela frente, 20 minutos antes da largada recebemos a planilha onde os postos de controles deveriam ser encontrados em um mapa cartográfico. Nossas ferramentas eram somente bússulas, coordenadas geográficas, réguas e muito cálculo para enconttrar o melhor caminho.

Dada a largada logo de início uma subida íngreme já dava as caras do que seria todo o trajeto, mas olhando para trás o morro da igreja se desvendando por entre as nuvens, nos dava energia para os próximos desafios. Um erro de estratégia nos fez perder um tempo precioso, pois optamos por um caminho mais longo para chegar ao túnel ferroviário construído a 100 anos com 139 metros de extenção, atravessamos em meio a escuridão abrindo as mochilas para pegar as lanternas. Dever cumprido continuamos ladeira abaixo para recuperar o tempo perdido, logo chegamos ao pc 5 onde a equipe se dividiu, Fábio e Ana Catarina foram para um lado e Gilvane e Fernando seguiriam de bicicleta por meios de trilhas e muita plantação de banana em uma subida que parecia nunca ter fim, mas como diz a lenda, após aquela subida tem uma descida, aí só alegria, é soltar os freios e curtir o vento no rosto e chegar ao pc 9 para aguardar Fábio e Ana.

Desafios pela frente, uma ponte conhecida por falsa baiana era o que nos aguardava passamos por sobre um rio cauduloso, pois havia chovido bastante na noite anterior, logo a frente mais uma ponte de cordas, e mais alguns metros teríamos que atravessar o rio nos puxando por uma corda esticada dentro da água, e que água gelada, mas não podíamos desanimar, tínhamos que reencontrar Gilvane e Fernando para continuar correndo. Quando acontece um choque térmico você vem quente e dá de cara com uma água gelada, o óbvio acontece, caimbras, eram nossas companheiras, um pouco de Gelol e pés nos trilhos. Reencontramos a equipes, atravessamos uma ponte pênsil super escorregadia pois a chuva já dava o ar da graça.

Mais alguns kilômetros de subida, todo esforço era buscado dentro de nossos músculos pois alguns metros era só o que faltava para cruzarmos a linha de chegada. Muita alegria enchia nossos corpos e mentes por mais uma aventura em nossas vidas."

Por: Fábio Stäehelin

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